FERNANDO DE NORONHA
A Ilha Azul
O nome Fernando de Noronha costuma evocar deslumbramento. A ilha habita o sonho de qualquer viajante apaixonado por natureza. Embora me inclua nesse grupo, confesso que minha primeira viagem ao arquipélago foi acompanhada do medo de me decepcionar, já que minhas referências eram bem altas. Antes de Noronha eu fotografei as ilhas gregas, entre elas Santorini e Rhodes, as Maldivas, algumas ilhas da polinésia francesa e outras do Caribe. Por conta desse currículo, receava achar Noronha um lugar mediano, apenas mais uma região bacana do Brasil.
Só comecei a relaxar quando já sobrevoava o arquipélago, situado a 1070 quilômetros da costa pernambucana e 1010 quilômetros de Natal. Pela janela do avião dava para perceber que aquele era um lugar especial. Fernando de Noronha não é uma, mas 21 ilhas que, em conjunto, formam 21 quilômetros de terra firme em pleno Oceano Atlântico. A geografia marcada por grandes picos, as praias recortadas entre morros e banhadas por um mar com variações incontáveis de azul me deixaram de olhos bem abertos e com uma enorme vontade de conhecer cada canto daquela inesperada paisagem.
Sete dias após minha chegada, a certeza de que Fernando de Noronha é uma das ilhas mais belas do mundo se cristalizou. Não gosto de comparar lugares porque cada um tem sua alma, sua personalidade... Não existem gêmeos idênticos quando se trata de lugares. Mas posso afirmar sem medo que Noronha não deixa nada a desejar no quesito beleza natural a nenhuma ilha do mundo, incluindo Bora Bora, San Barth, Bali ou mesmo Zanzibar. E ainda tem uma vantagem de sua fauna marinha ser riquíssima e a visibilidade dentro d’água chega a 30 metros de profundidade com facilidade, o que a torna um dos pontos de mergulho mais requisitados do mundo.