PANTANAL
Prateleira

Livros
“Aves do Pantanal”, de Edson Endrigo (ed. Aves e Fotos, 224 páginas). O fotógrafo Edson Endrigo já editou vários livros sobre aves brasileiras. Neste ele cataloga a imensa variedade de pássaros da região pantaneira, ou seja, 650 espécies diferentes. Como em seus outros volumes, as aves foram fotografadas em liberdade.

“Gente Pantaneira”, de Abílio Leite de Barros (ed. Lacerda, 254 páginas). Irmão do poeta Manoel de Barros, Abílio é o cronista do Pantanal por excelência. Seu livro é o melhor retrato já escrito sobre o homem pantaneiro e sobre a história da ocupação e das famílias tradicionais que povoam a maior planície alagada do mundo.

“Gramática Expositiva do Chão”, de Manoel de Barros (ed. Leya, 52 páginas). O mato-grossense Manoel de Barros é um dos maiores poetas brasileiros. As influências pantaneiras permeiam toda a sua obra e não poderiam faltar também aqui, mescladas a um lirismo singelo que é a sua característica.

“Pantanal”, de Araquém Alcântara (ed. Terra Brasil, 128 páginas). O mais importante fotógrafo brasileiro da natureza e vida selvagem, Araquém tem 35 livros publicados. “Pantanal”, porém, mostra toda a sua genialidade. As fotografias são complementadas com textos de Manoel de Barros e de seu irmão Abílio Leite de Barros.

“Pantanal, o último Éden”, de Valdemir Cunha (ed DBA editores, 264 páginas). Lançado no final de 2007, o livro é resultado de 15 anos de trabalho na maior planície alagada do mundo. Dividido em quatro capítulos – O Olhar (um belíssimo ensaio fotográfico), A Terra, Os Bichos e O Homem –, “Pantanal, o último Éden” não é apenas um livro de fotografia, mas uma obra de referência.

“Pantanal, South America’s Wetland Jewel”, de Theo Allofs  (ed. Conservation International, 176 páginas). Um livro difícil de encontrar, mas que vale o trabalho de procurá-lo. Editado por uma das principais ONGs ligadas à conservação da natureza, contém textos de ativistas da organização e imagens bem peculiares do fotógrafo alemão Theo Allofs, radicado no Canadá. Não tem tradução para o português.

MÚSICA
Guilherme Rondon. Impossível pensar no Pantanal sem lembrar sua música. “Claro que sim”, seu segundo CD solo, traz uma mistura de MPB com ritmo pantaneiro, que bebe em estilos tão diferentes como a polca, a guarânia e a chamamé. Exímio violonista e harmonizador inspirado, Rondon também é um dos melhores melodistas do Pantanal. Entre as 12 faixas do disco, preste atenção em Campo da Ilusão, com o parceiro Simões, e Terra Molhada, com Murilo Antunes.
http://www.youtube.com/watch?v=2vDA0ekhpPs&feature=related

Almir Sater. Um dos melhores violeiros do Brasil, também é ator e um dos cantores e compositores mais populares do Pantanal, embora nem seja daquela terra. Sater gosta de dizer que virou pantaneiro com o passar do tempo: a região o conquistou pouco a pouco e hoje ele não dispensa uma rede estendida na curva do rio Negro, onde tem fazenda. Com mais de 20 discos lançados, seus trabalhos tentam mesclar o regionalismo de gêneros, como o cururu e o maxixe, com sonoridades pop. Em “Instrumental 2” ouve-se um músico mais refinado do que em seus trabalhos mais populares.
http://www.youtube.com/watch?v=GKoLKKWe5i8

Para quem gosta de música tradicional:

http://www.youtube.com/watch?v=O uiNZpLwJfQ&feature=related